viernes. 27.01.2023
La opinión de
José Ribeiro da Costa

José Ribeiro da Costa

Naceu em S. Cosme do Vale, concelho de Vila Nova de Famalicão, em 1940. Tem o Curso de Professores do 1º ciclo, pea Escola do Magistério de Braga: Bacharelato em Educação Física, pela Escola de F.F. do Porto e Licenciatura em Filologia Românica, pela Facultade de Letras da Universidade de Coimbra. Estudos de aperfeiçoamento nas áreas de Literatura, Linguística, Pedagogia e Didáctica em Portugal, España e Francia. Foi profesor do Ensino Básico e Secundário em escolas de Braga,Vila Nova de Famalicão, Porto e Vila Nova de Gaia. Libros didácticos: Os Maias em Análise (1990): Contos do Século XIX (1993); O Desfile das Palabras I (1997); O Desfile das Palabras (1998); Coleção ‘Clube de Jornalismo’ com os seguintes volumes: Clube de Jornalismo I (2004); -As peripécias do Rui-2 (2006); Diario da Andreia-3 (2007); Aventura no Alto Minho-4 (2013). Libros de contos: Nos Tempos da Escola (2014); Teias da Vida (2015); Histórias Vivas (2016); As Narrativas do Bruno (2017); O Sonhador (2018); A Fé de un cientista (2019); Romance: Rapaz da Rua (2021).

CONTO DE NATAL: Verdadeiro significado do Natal

Ilustración Manuel José Águila.
Mês de dezembro. Árvores nuas, esqueléticas, apontam para o céu; folhas mortas, amarelecidas, juncam o chão. As pessoas acodem às janelas, observando quem entra e sai do Café da Bomba, em Telhado. Cerca das cinco da tarde do dia de Consoada, um desconhecido estacionou o carro em frente do café, mete gasolina, entra e senta‑se na mesa ao lado da minha, sem falar com ninguém. Aparentava os seus sessenta anos. Boa figura, bem trajado, mas de ar sucumbido e preocupado.

RELATOS/CONTOS DE VERANO: Goobye, London, Good bye!

undefined
Eu regressei a Portugal, concluí o meu curso de medicina, e lancei-me afincadamente no exercício da profissão, no Hospital de S. João, no Porto. Aí tentava com a minha ciência e competência, restituir a saúde a todos os meus doentes. Tinha agora um objetivo na vida: erradicar as doenças, a dor, o sofrimento à minha volta, tanto quanto de mim dependesse.

RELATOS/CUENTOS DE VERANO: Na Praia da Apúlia

"Olhei bem para ela e parecia me rivalizar, em agitação, com as ondas marinhas!".
"Quem seria esta mulher? Em que estaria a pensar? Cansada de cirandar de um lado para outro, retomou o seu lugar. Pegou no livro de há pouco, mas não aguentou mais que cinco minutos de leitura! Levantou‑se de novo. Voltou a deitar‑se, tentando encontrar uma posição confortável. Olhei bem para ela e parecia‑me rivalizar, em agitação, com as ondas marinhas! Dava a impressão que trazia a inquietação do mar estampada nos olhos".