lunes. 15.04.2024

Suécia recordou António Feijó, com descendentes e gastronomia de Portugal, Ponte de Lima

O convite chegara há meses, por parte da embaixadora de Portugal na Suécia, Sara Martins, o Cientista e docente da Universidade Karolinska, Instituto de Farmácia e também Presidente da Lusitânia (Associação dos Portugueses em Estocolmo) Duarte Sacramento, e a Directora do Centro de Língua Portuguesa – Camões -, Faculdade de Letras. Românicas e Clássicas da Universidade de Estocolmo, conselheira cultural da embaixada, Vera Fonseca, com quem colaboramos para a exposição sobre António Feijó, inaugurada em Dezembro de 2021 na capital sueca

O convite chegara há meses, por parte da embaixadora de Portugal na Suécia, Sara Martins, o Cientista e docente da Universidade Karolinska, Instituto de Farmácia e também Presidente da Lusitânia (Associação dos Portugueses em Estocolmo) Duarte Sacramento, e a Directora do Centro de Língua Portuguesa – Camões -, Faculdade de Letras. Românicas e Clássicas da Universidade de Estocolmo, conselheira cultural da embaixada, Vera Fonseca, com quem colaboramos para a exposição sobre António Feijó, inaugurada em Dezembro de 2021 na capital sueca; essa mostra documental, foi posteriormente apresentada em Ponte de Lima, Bruxelas, Paris (Drancy), e seguirá roteiro por capitais europeias.

Recordar passos da vida de António Feijó, foio objectivo para mais uma deslocação internacional, com um quarteirão de convidados reunidos na noite de Sábado 23 do corrente, na Residência da representante do Estado português em Estocolmo; entre os comensais, salientavam-se os descendentes suecos do poeta das Bailatas, Thomas e Anna Wesslen, que descobrimos há treze anos no sul da Suécia, e desde então trocamos correspondência. O grupo, integrou ainda a comunidade de compatriotas, como investigadores na medicina, oriundos de Santarém e Setúbal; a embaixadora da Argentina, María Clara Biglieri; o número dois da embaixada lusitana e Encarregado da Secção Consular, Bruno Silva, e o conselheiro económico e comercial, Miguel Fontoura; Amadeu Battel, reformado de docente da Universidade Estocolmo, o primeiro português a saber do Nobel a Saramago (e seu tradutor para sueco com Marianne Eyre) e Presidente das Comunidades Portuguesas na Escandinávia; Ariana Carvalho, ex-técnica superior da representação de Portugal junto da ONU em Nova Iorque, agora colocada na embaixada da Austrália na Suécia.

Tito

Mas, o convívio cultural e gastronómico constou de três fases. A primeira, um brinde a todos os presentes com o branco arinto de Bucelas, Loures (Lisboa), acompanhado de entradas portuguesas, Pontelimenses: chouriças de carne, salpicão da Serra de Arga, alheira de galo e farinheira com presunto e azeitonas grelhadas, tudo acompanhado de broa de milho amarelo e outra de centeio; selecção de queijos do continente e dos Açores; folar limiano; tostas com compota de figos do Algarve e de morangos de Trás – os – Montes.

A segunda parte do festim, foi o prato quente, escolhido pelo Chef Paulo Santos da Casa de S. Sebastião: o Bacalhau á Eça de Queirós, uma variante do de cebolada, cuja receita diferencia nas batatas; estas, em vez de fritas, acompanham cozidas com casca, e cortadas às rodelas, mas grossas! Para molhar o palato, a segunda escolha: Loureiro, da Adega de Ponte de Lima.

Em tempo de intervenções e lembranças, a anfitriã abriu. A diplomata agradeceu a todos a presença, sublinhando o “contributo especial de Ponte de Lima com seus produtos gastronómicos, agora com laços da família sueca de António Feijó”, quanto ao autor, a prelecção foi titulada de – António Feijó (1859-1917). De Ponte de Lima ao Brasil. Do Brasil á Suécia – recordando passos da sua actividade de poeta, diplomata e promoções gastronómicas de Portugal, realizadas no Brasil, Suécia e Dinamarca, com fontes documentais assentes em suas missivas e arquivo histórico Ministério Negócios Estrangeiros. O momento encerrou com entrega de publicações sobre o ilustre Limiano, oferta do município local, e do catálogo bilingue em sueco e português da exposição elaborada há três anos, este por parte da embaixada e universidade da capital sueca.

A terceira fase da cerimónia, foi dedicada aos doces! Começou-se pelo leite creme, proporcionado pelo hábil mestre de culinária que nos acompanhou, seguido de outras especialidades levada de Portugal: doce de gema ou da Páscoa; outro, sortido, as perinhas com recheio de marmelada cobertas de côco; o Pão de Ló tradicional, sistema de Margaride, Felgueiras; e, a vez do café e digestivos: vinho do Porto com 10 anos: aguardente de medronhos e Gin do Alentejo.

Finalmente, aproveitamos elencar os parceiros do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, pela sua colaboração no evento: Adega Cooperativa local; Confraria do Vinho Arinto de Bucelas, Loures; MinhoFumeiro e Avô Chouriças; Confeitaria Havaneza; Pastelaria Sereia do Lima e Folar limiano.

As cinco horas de banquete português na Europa do Norte, terminaram com momento musical. O artista luso – sueco – brasileiro, Filipe Minhava, com raízes portuguesas em Mira, repartiu a sua participação com fados de Amália, além de outros musicais de Carlos Paredes, Zeca Afonso e José Mário Branco.

Suécia recordou António Feijó, com descendentes e gastronomia de Portugal, Ponte de Lima
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