domingo. 16.06.2024

O Primeiro-Ministro António Costa recebeu o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, para reparar a próxima cimeira de Vilnius, em Julho. 

Numa declaração conjunta, António Costa afirmou que, nesta cimeira, «reforçaremos a unidade da nossa aliança, na defesa dos valores da paz, da liberdade, da democracia, num contexto em que é prioridade apoiar a Ucrânia para que a Rússia não ganhe esta guerra e se abra caminho para uma paz justa e duradoura que respeite o direito internacional, o direito à integridade territorial e à independência da Ucrânia».

Com a agressão russa à Ucrânia, «uma guerra nas fronteiras da NATO, verificou-se uma mudança geopolítica radical», disse, acrescentando que «a primeira grande derrota do Presidente Putin foi a revitalização da NATO, o reforço da aliança transatlântica entre os países europeus, o Reino Unido e os Estados Unidos, o seu fortalecimento, com o pedido de adesão de dois países tradicionalmente neutros como a Suécia e a Finlândia, um claro reforço desta grande aliança defensiva».

Lembrando que Portugal é fundador da NATO, afirmou que se mantém fiel aos compromissos que assumiu «trabalhando para o fortalecimento da NATO como uma aliança defensiva e numa visão de 360º para as ameaças à nossa segurança».

O Secretário-Geral Jens Stoltenberg referiu o papel de Portugal e o empenho do Primeiro-Ministro no reforço da relação entre as duas margens do Atlântico norte, bem como o contributo significativo para o policiamento aéreo no este da Europa e para o grupo de combate na Roménia.

Afirmando que a NATO apoiará a Ucrânia enquanto for necessário, para que se mantenha um Estado soberano, agradeceu o apoio militar português, que contribui para que as forças ucranianas tenham capacidade para recuperar os territórios ocupados. 

Stoltenberg disse que a cimeira de Vilnius aprovará um «programa estratégico plurianual para permitir à Ucrânia fazer a transição da era soviética para as doutrinas, equipamento e treino da NATO e para alcançar a interoperabilidade com os aliados».

A NATO deve, ao mesmo tempo, «enfrentar a contínua ameaça do terrorismo e da instabilidade no sul», apontando «as ações de desestabilização da Rússia na região», criando «capacidades de defesa com parceiros chave na região como a Tunísia, a Mauritânia e a Jordânia

Os países da Aliança Atlântica devem ainda aumentar a resiliência das infraestruturas críticas em colaboração com a União Europeia, e investir mais na sua defesa, saudando o aumento da despesa de defesa em Portugal, mas afirmando que «todos os aliados têm de fazer mais». 

Primeiro-Ministro discute reforço do apoio à Ucrânia com Secretário-Geral da NATO
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