viernes. 07.10.2022

Arte que representa a comunidade local

“Continuum” e “Moleirinhas”, da autoria do artista Juan Domingues, foram produzidas no âmbito do Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “No Minho não há aldeia melhor do que a minha!” que cruza arte em espaço público, artesanato, fotografia, música, dança e literatura, em 24 municípios minhotos das as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado.
Obras de arte de Juan Domingues inauguradas em Esposende e Marinhas.
Obras de arte de Juan Domingues inauguradas em Esposende e Marinhas.

Foram inauguradas as obras de arte que evocam duas comunidades com relevante vínculo sociológico ao concelho de Esposende: os pescadores e os moleiros. A rua da Central, em Esposende e o Campo de São Miguel, em Marinhas passam a integrar o roteiro de arte urbana do concelho.

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“Continuum” e “Moleirinhas”, da autoria do artista Juan Domingues, foram produzidas no âmbito do Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “No Minho não há aldeia melhor do que a minha!” que cruza arte em espaço público, artesanato, fotografia, música, dança e literatura, em 24 municípios minhotos das as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado.

No mural da rua da Central, Juan Domingues destaca “a trilogia que retrata uma regateira que segura uma criança com a embarcação local (catraia) nas mãos. De forma megalómana está representado S. Pedro, padroeiro da comunidade piscatória”. Já relativamente ao mural que está no campo de S. Miguel, em Marinhas, em forma de moinho, e com pinturas dos dois lados, “pretende estabelecer o diálogo com a população local”, tendo surgido do contacto com mulheres de Marinhas – “algumas com quase um século de vida”- que permitiram perceber a importância que as moleirinhas tiveram, até aos anos 1960, quando o ciclo do pão conheceu o  auge e os moinhos da Abelheira eram o centro da economia local.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, “Esposende é já uma referência, em termos de arte urbana, na qual se integram as obras agora inauguradas. Esposende evolui para cidade-museu, com obras de arte de reconhecido valor e simbolismo a ocupar o espaço público. Ao roteiro modernista que reúne projetos de autor, somam-se edificações de conceituados arquitetos contemporâneos e obras de arte de reconhecidos artistas plásticos”, sublinhou.

De resto, este investimento na arte urbana entronca no projeto “Esposende SmartCity”, do qual fazem parte as obras "octo_ _ _ _”, de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen e “Mulheres do Mar”, de Vhils.

Ao processo de captação de obras de artistas plásticos associa-se todo o trabalho de valorização dos artistas locais, através das oportunidades proporcionadas pelo Município de Esposende de expor em espaços nobres.

“O Município desenvolve-se de forma harmoniosa e, apesar do investimento que fazemos na arte, não deixamos de atender àquelas que são as principais necessidades da população. Estamos a fazer o melhor pelo nosso território e a aposta na arte também é uma forma de melhorar a qualidade de vida, projetando Esposende, atraindo turistas e novos habitantes”, argumentou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, apelando à compreensão da população.

A zet gallery é responsável pela coordenação artística do programa de residências artísticas, tendo como curadora do projeto Helena Mendes Pereira que, na inauguração das obras de arte, sublinhou “a visão que o Município de Esposende tem para esta área. Esposende, terra de escultores, pintores e artistas sabe acolher aqueles que trabalham a arte”.

Para o presidente da União de Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, Aurélio Neiva, “as obras de arte agora inauguradas representam a comunidade local de forma fiel”.

Lembre-se que, no âmbito do projeto Esposende SmartCity já foram inauguradas as obras "octo_ _ _ _”, de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen e “Mulheres do Mar”, de Vhils.

Juan Domingues nasceu na Venezuela, filhos de pais emigrantes, mas veio ainda na infância para Portugal, tendo iniciado o seu percurso artistico desde cedo. Licenciou-se em pintura, na Escola Universitária de Artes de Coimbra e, por entre diversas exposições individuais e colectivas, conquistou o primeiro prémio na Bienal de Artes da Expofacic, em Cantanhede.

Arte que representa a comunidade local
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