jueves. 06.10.2022

'Conversas Nortear' em Ponte de Lima com António Mota e Eva Mejuto

Este acontecimento vai ter lugar no dia 3 de outubro, pelas 15h00, no Auditório Rio Lima, em Ponte de Lima, e contará com a participação dos escritores António Mota e Eva Mejuto, sob a moderação do Professor Doutor José Cândido Oliveira Martins.

O Município de Ponte de Lima vai acolher o evento “Conversas Nortear”, uma iniciativa conjunta da Direção Regional de Cultura do Norte e da Junta da Galiza, no âmbito do Memorando de Entendimento entre a Consellería de Cultura, Educación Y Ordenación Universitaria (Espanha), a Direção Regional de Cultura do Norte e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal.

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Este acontecimento vai ter lugar no dia 3 de outubro, pelas 15h00, no Auditório Rio Lima, em Ponte de Lima, e contará com a participação dos escritores António Mota e Eva Mejuto, sob a moderação do Professor Doutor José Cândido Oliveira Martins.

Esta edição das Conversas Nortear engloba também a apresentação do projeto Corpúsculo, uma criação artística performativa de cruzamento disciplinar, ancorada numa relação dinâmica entre paisagem-arquitetura, música e dança.

Resulta do convite da Direção Regional de Cultura do Norte, no âmbito do projeto Nortear, para a conceção de uma performance-percurso em duas localidades do norte da Península Ibérica, a partir do conto «Nós, Arquipélago» de Rui Cerqueira Coelho, vencedor do Prémio Literário Nortear em 2016.

Corpúsculo é uma criação sustentada por inúmeras extensões do pensamento artístico e que resulta num fenómeno de oportunidade para a desconstrução do literal. O momento particularmente desafiante para a humanidade (provocado pela pandemia Covid-19), em que se levou a cabo esta criação, provocou um sentimento hesitante entre o desassossego e a provocação, manifestando-se, por fim, certeiro para a reconsideração de conceitos e métodos consolidados e instituídos, do qual emergiu um formato de edição que é, em si mesmo, um objeto de performance.

Quem visita este objeto artístico é desafiado a mover-se por vários ambientes oferecidos pela relação entre o físico e o digital, no Mosteiro de Santa Maria das Júnias (Pitões da Júnias, Portugal) e no Castro de Santa Tecla (A Guarda, Espanha).

O projeto tem conceção e direção artística de Gisela Rebelo de Faria, com criação musical de Nuno Aroso e coreografia e interpretação da Companhia Instável.

Uma iniciativa a não perder, com entrada livre, direcionada para o público escolar e para o público em geral.

Sobre os escritores

ANTÓNIO MOTA nasceu a 16 de julho de 1957, em Baião. Foi professor do ensino básico.

Em 1979 publicou o seu primeiro livro, intitulado “A Aldeia das Flores”, e não mais parou de escrever, tendo-se dedicado essencialmente à literatura infantojuvenil. É neste âmbito, aliás, que tem atualmente cerca de uma centena de obras.

Recebeu vários prémios, dos quais se destacam o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1983) para “O Rapaz de Louredo”, o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens (1990) para “Pedro Alecrim”, o Prémio António Botto (1996) para “A Casa das Bengalas”, o Prémio Nacional de Ilustração (2003) para “O Sonho de Mariana” (com ilustrações de Danuta Wojciechowska) e o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, categoria “Livro Ilustrado” (2004), para “Se eu fosse muito magrinho” (com ilustrações de André Letria). Além disso, a sua obra “O Sonho de Mariana” foi escolhida pela Associação de Professores de Português e pela Associação de Profissionais de Educação de Infância para o projeto “O meu brinquedo é um livro”, lançado em 2005.

Em 2008 foi agraciado pela Presidência da República com a Ordem da Instrução Pública. Em 2014 foi nomeado para o prémio ALMA por ser “um dos mais prolíficos escritores portugueses para a infância e juventude” e por a sua obra ter

“a singular qualidade de ser ao mesmo tempo intemporal e universal”. A nomeação repetiu-se na edição de 2015 deste que é um dos mais importantes prémios internacionais na área da literatura infantojuvenil.

EVA MEJUTO nasceu a 8 de maio de 1975, em Sanxenxo. É doutorada em Jornalismo pela Universidade de Santiago de Compostela, tendo trabalhado no setor editorial infantil desde 1998 até 2016 e, desde então, no âmbito da gestão cultural.

Foi docente durante dez anos no mestrado Libro ilustrado e animación audiovisual, da Universidade de Vigo, tendo realizado a sua tese de doutoramento sobre realismo social no álbum ilustrado.

É autora de diversas adaptações de contos tradicionais para albúns ilustrados, traduzidas em mais de dez idiomas, entre as quais se destacam: “A casa da mosca chosca” (Kalandraka 2002), “Corre, corre, cabaciña e Maruxa” (OQO, 2006 e 2014).

Em narrativa juvenil tem publicadas as novelas “22 segundos” (Xerais, 2017 e Lóguez 2020), “Memoria do silencio” (Xerais, 2019) e “A ladroa da biblioteca de Meirás” (Xerais 2022), sendo que com estas duas últimas foi finalista do Premio Jules Verne de Literatura Xuvenil.

Os seus álbuns mais recentes são “Dez gatiñas viaxeiras”, ilustrado por Víctor Rivas, “Animalfabeto” ilustrado por Nuria Díaz e editado pela Triqueta Verde. Em conjunto com a ilustradora Bea Gregores publicou os álbuns: “A lavandeira de San Simón e Cando leo” (Xerais 2020 e 2022).

Em 2021 foi galardoada com o prémio das Bibliotecas Escolares como a autora mais lida do ano e a sua obra “Neko” (Oqueleo, 2021) recebeu a distinção de melhor obra infantil nos Premios Follas Novas. O trabalho mais recente é o livro de entrevistas “Memoria diversa”, sobre a memória do colectivo LGBTIQA+ na Galiza, com fotografías de Carme Cerviño e editado pela Deputación da Coruña.

Foi colaboradora literária no programa da TVG, Zig-zag diario, e participa, com a jornalista Teresa Cuiñas, no podcast sobre livros e bibliotecas “Entreliñas”.

'Conversas Nortear' em Ponte de Lima com António Mota e Eva Mejuto
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